A janela do meu quarto…

            Uma parede, um nada, uma cor que antes já fora viva e agora está despedaçada. É isso que eu enxergo quando olho pela janela do meu quarto. Penso que absolutamente tudo no mundo um dia já foi belo e exuberante, até mesmo a tinta.

            As pessoas não ficam despedaçadas com o tempo, a não ser que elas queiram, mas elas mudam. É como a mudança de humor com uma bipolaridade lenta. Pessoas que antes eram sorridentes, hoje não sorriem mais. Pessoas que antes eram carismáticas, hoje não olham os outros nos olhos.


            Essa é a vida, ou o que restou dela. O tempo passa e as pessoas mudam, aliás, não só as pessoas, mas tudo muda – como a tinta!. O céu antes estava ensolarado, hoje está chuvoso. A grama antes era esverdeada, hoje é cinzenta.

            Tenho orgulho de dizer que eu não mudei, pelo menos não drasticamente, radicalmente, ou qualquer outra mente que exista. O tempo passou e eu fiquei, fiquei como era antigamente, tenho o mesmo peso, o mesmo senso de humor, a mesma altura, a mesma cor de cabelo e a mesma cara de tacho. Não gosto de mudar.


            Eu gosto de mudar, gosto de aprender coisas novas, com o cérebro mudando a cada segundo que se passa, com o peso diminuindo ou aumentando a cada dia. Gosto de mudar de humor a toda hora, afinal, uma pessoa de apenas um senso não é uma pessoa. Eu gosto de mudar. Não, não gosto!

Lucas Zanella

Aluno do IF Farroupilha Campus Santo Augusto


Lucas Zanella

No blog posto geralmente textos de opinião assim como também histórias curtas. Aqui você encontrará fantasia, terror e ficção científica. Talvez até mesmo algum drama ocasional.

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