E quando a internet desliza e cai?

Com o mundo conectado, sempre temos algo para fazer, nunca podemos dizer “estou entediado” quando a qualquer segundo você pode pegar seu celular, abrir o Twitter ou Facebook e rir com alguma postagem. Não podemos dizer que não temos algo para fazer, pois sempre há uma história para ser escrita e publicada em um blog, sempre há um filme para ser assistido e um seriado de dez temporadas para ser iniciado. Isso nos mantém ocupados.
 
 
Mas… o que acontece quando não se tem internet?
 
 
Durante apenas dois dias, fiquei sem internet aqui, e embora isso não seja algo que mudou minha vida e a maneira como observo a tecnologia, ao menos me deu tempo de tédio o suficiente para pensar em uma postagem, essa postagem. Durante esses dois dias, fiz por volta de duas ou três coisas que não fazia havia algum tempo.

Uma dessas coisas, talvez a mais importante, foi que eu consegui avançar umas cinquenta páginas do livro que estou atualmente lendo, A Cada de Hades. Curiosamente – talvez nem tanto -, eu só pego naquele livro em dias sem luz ou internet. Sempre, absolutamente sempre que toco nele, preciso retirar uma grossa camada de poeira que fora acumulada através dos dias, das semanas, dos meses que o livro ficou parado.

Também relacionado a um livro, nesses dois dias avancei 20 páginas do meu livro, que é o segundo livro da minha modesta trilogia (cujo primeiro capítulo do primeiro livro já fora postado aqui no blog). Estava em 170 a segunda semana de maio, e creio que com tudo o que tinha para fazer e todas as distrações, sempre me esquecia de continuar a escrever. Para ser justo, creio dizer que fiz 20 páginas em dois dias é um exagero, eu já havia escrito algumas desde a 170. Talvez eu tivesse pego e continuado da 176, se não me engano. Já passado da página 200, posso dizer que esse é o maior livro que já escrevi até agora, considerando que o primeiro – após uma mudança na fonte – ficou com pouco mais de 180 páginas.

 


 

É engraçado que há algumas coisas que a gente só percebe que precisa fazer quando não há nenhuma distração causada pela internet e por coisas semelhantes. Eu, por exemplo, só saio para fora de casa quando não há luz. As vezes apenas sento na varanda com meu notebook, se é que ele tem bateria o suficiente, e escrevo quando tenho uma ideia.

Outra esquisita tradição minha é que só sorrio e fico alegre em um dia quando não há sol. Eu falo sério, só consigo ser legal ao máximo quando o dia está nublado, mas acho que isso tem a ver com no nosso lado vampírico.

 

Esse não é um texto em que no final eu falo da minha superação e que agora em diante viverei com menos internet do que antes, claro que não, afinal, não uso drogas para ser assim tão maluco – lembrando que não “não uso” drogas por conta de palestras que tive durante todo o ensino fundamental e médio, mas sim porque cheguei a essa conclusão por mim mesmo. Sim, eu me irrito com o fato de que a escola quer o nosso bem.

 

Essa foi postada algumas horas antes de eu completar as 200.


Lucas Zanella

No blog posto geralmente textos de opinião assim como também histórias curtas. Aqui você encontrará fantasia, terror e ficção científica. Talvez até mesmo algum drama ocasional.

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