Nós não nos desapegamos do passado, e provavelmente nunca iremos

Isso é algo que notei não faz muito tempo.

Todos nós usamos o computador provavelmente todos os dias, eu pelo menos uso. E muitos dos ícones que vemos nos remetem ao passado, alguns distantes, outros nem tanto. A tecnologia chegou de maneira impactante, mudando nossa maneira de pensar, agir e fazer tarefas. Até mesmo a comunicação foi completamente transformada por conta dela.

O que quero dizer quando falo que nunca nos desapegaremos do passado é que todos, mesmo tendo nascidos em uma época já avançada no ramo tecnológico, já vimos alguns dos ícones do passado. E se eu falei ícones mais de duas vezes, talvez você já tenha percebido o que estou fazendo.

Sim, caso não acredite, apenas para o seu Writer ou o seu Word e verá, logo de cara, um símbolo do passado sendo refletido na tela do seu monitor. Hoje em dia usamos coisas como pendrives, CDs e mesmo HDs externos, mas o símbolo para salvar um arquivo é, e possivelmente sempre será, um disquete.

 

Claro, foi isso o que primeiro me fez pensar, mas não apenas esse é o meu exemplo. Eu comecei a notar simplesmente diversas coisas semelhantes, algumas não são usadas como ícones em um computador, por exemplo, mas são usadas para descrever algo.

Um rolo de filme é e com certeza sempre será usado para simbolizar o cinema, afinal, era dessa maneira que os primeiros filmes foram exibidos. Mesmo que hoje se use um projetos digital e um arquivo de computador, nada de rolos de filmes, ele ainda está presente, e é o símbolo de muitas produtoras de filmes.

Na minha postagem A Origem da Criatividade eu até que levantei um outro ponto semelhante: usamos máquinas de escrever para representar um escritor. E máquinas de escrever representam um escritor muito melhor do que um computador poderia, mesmo que hoje me dia todos os usem. Um computador é o símbolo da diversidade, você pode fazer com ele diversas coisas, mas com uma máquina só uma: escrever.

Sabe o Grammy? Ele é uma espécie de prêmio para bandas e cantores. O prêmio em si não é algo mais moderno como um fone de ouvido, por que seria? O prêmio é, isso mesmo, ma vitrola.

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O passado nunca morre, já ouviu essa expressão? Ele permanece conosco, quer queiramos, quer não queiramos. E essa que é a beleza da vida, mesmo que uma coisa deixe de existir, nós ainda nos importamos com elas. E o mais importante de tudo, nós sabemos reconhecer o que deu início a tudo. Na tecnologia, o aparelho que faz alguma coisa pode mudar, o formato pode mudar, mas o que iniciou toda aquela mudança, começou toda aquela nova tecnologia, nunca mudará.

É por isso que nos apegamos àquilo. Um pendrive como símbolo para salvar um arquivo seria esquisito, não acha? E, mesmo sem nem mesmo perceber, o passado passou a fazer parte da sua vida também.


Lucas Zanella

No blog posto geralmente textos de opinião assim como também histórias curtas. Aqui você encontrará fantasia, terror e ficção científica. Talvez até mesmo algum drama ocasional.

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