O querer, mas não poder

A timidez é um mal que todos tem, ou pelo menos, todos tinham.
Eu tenho um caso especial de timidez, muito raro mesmo, creio eu. Aliás, não é só com relação à timidez que eu tenho um caso especial, o mesmo com o Alzheimer, espasmos, tics e… não, espera… acho que eu tenho um caso normal de tic (eu “tremo” a perna quando estou sentado…).

Mas o meu caso raro de timidez é simplesmente o que eu chamo de timidez momentânea, pois há praticamente nenhuma timidez, apenas em determinados casos como quando estou rodeado de pessoas desconhecidas e nenhuma conhecida.
Se eu estou com alguma (ao menos uma) pessoa que eu conheço por perto e há meio mundo de estranhos em volta de mim, eu consigo falar com qualquer um que a pessoa me apresentar. É uma espécie de filosofia do tipo: “Se ela é tua amiga, então você deve ser legal. Vamos ser amigos?”

Entre outro lado, minha timidez é muito normal quando se trata de começar uma conversa com um total estranho. Aliás, a conversa que eu terei com a pessoa para a qual fui apresentado não vai ser a das mais normais possíveis, ainda mais se a outra pessoa for igualmente ou ainda mais tímida que eu.
Digo isso por experiência própria, afinal de contas, tempos atrás (Alzheimer atacando, pois não me lembro quando) conheci uma garota que ultrapassa o limite da timidez, de certo modo.

Essa garota tem uma certa peculiaridade quando se trata disso, pois ela é uma pessoa que gosta muito de conversar (de acordo com ela), mas não consegue pelo fato de que é tímida. Acredite em mim, se você a visse, saberia que ela é uma pessoa tímida. Aliás, é por causa dessa timidez aparente que as pessoas “nem tentam” conversar com ela. Uma lógica do tipo: “Hum… Ela me parece tímida. Acho que nem adianta eu tentar puxar conversa, ela não deve querer conversar”.

Sim, é assim que eu acho que as pessoas pensam, embora elas pensem com vários erros de português no meio… e possivelmente alguns palavrões!

E esse é o fardo que esta bela porém tímida moça tem que carregar.
O fardo só fica pior porque eu converso com ela, mas você pode substituir “converso” por “faço um monólogo” pois só eu falo, praticamente.

O ruim disso é que, quando um não fala, o outro não tem sobre o que falar, o que gera um certo desconforto (da minha parte, pois não gosto de não ter sobre o que falar) e um desconforto maior ainda porque eu sou péssimo em monólogos…

Pensando bem, acho melhor eu nem tentar puxar conversa e esperar que algum assunto apareça.

É, essa é uma ótima ideia, assim eu não preciso mostrar o quão ruim sou com monólogos e a ouvinte não precisa se sentir desconfortável tendo que ouvir monólogos assim tão ruins.

Se bem que eu gosto de falar com ela, pelo menos quando a gente tem o que falar…

Nossa, se eu soubesse que a vida era tão estranha teria continuado na barriga da minha mãe…

Gostaram do novo tema do blog? É bom que tenham gostado, pois tive que editar e arrumar os botões para as redes sociais pra que eles não ficassem por cima das categorias especiais [em vermelho]. Aliás, não faça meu esforço ser em vão. Compartilhem nas redes sociais!
(Outra coisa legal nesse tema são essas caixinhas! Prepare-se, pois ainda vai ver muitas delas!)

Imagem: http://mr-poo.deviantart.com/art/school-7915291.
Explicando a Thumbnail: É que eu só falo com ela na escola, os armários são algo clássico de escolas, então isso lembra uma escola. Sacaste?


Lucas Zanella

No blog posto geralmente textos de opinião assim como também histórias curtas. Aqui você encontrará fantasia, terror e ficção científica. Talvez até mesmo algum drama ocasional.

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