A origem da criatividade

Estou de férias por uma semana, e pensei logo no começo dela “ótimo, uma semana para tentar fazer algo com o livro”. O último livro da trilogia Collin Carter não está nem na metade, com pouco mais de quarenta páginas e, se antes eu escrevia dez por dia, agora já não sei o que fazer.

Parece que estou logo no início e quero escrever algo, mas, embora tenha a ideia na minha cabeça, não sei como colocar no papel – bom, processador de texto, no caso. Algo que eu estou tentando fazer é “arrastar” a história, como eu digo, que é criar quantidade o suficiente de conflito que seja interessante para que ela dure mais e tenha mais conflitos, é claro. O primeiro livro fechou com pouco menos de 200 páginas e o segundo com pouco menos de 300, mas algo que impresso daria o exato número de páginas, então, como já devem imaginar, quero que o último passe os dois e termine com 400 páginas finais impressas, o que, apesar de eu ter muita vontade, creio que seja uma missão impossível.

homem-máquina-de-escrever

Não é engraçado que mesmo na era digital nós ainda temos tanto apego por máquinas de escrever antigas?

Algo que entendi desde o primeiro livro é que um santo não irá entrar no seu corpo e escrever para você, tanto porque isso seria trapaça, mas também porque tal coisa é impossível. Entendi que se eu quero ter criatividade, eu preciso batalhar por ela, o que quer que isso signifique. Quando você quer escrever, você lê, e foi o que fiz, li alguns livros e pensei em um conflito para o primeiro da série, que foi divertido de escrever.

No segundo livro, embora também tenha sido divertido de escrever, também resultou em muita pesquisa sobre algo que eu odeio: física. E com a pesquisa para o segundo, precisava alterar coisas do primeiro para que estivesse num padrão em que um professor de física não viria até minha casa e me espancaria por ter escrito algo impossível. Nesse terceiro livro, embora ainda esteja logo no início, já possuía abas demais sobre física abertas no meu navegador. Pensei em um final e muitos meios vendo vídeos e seriados que me deram uma inspiração, até mesmo pensei em um final que foi sendo construído desde o primeiro livro, com easter eggs cá e lá.

NOTA: APÓS LER A TRILOGIA, LEIA-A NOVAMENTE E PROCURE POR ELES.

Se você quer se livrar da falta de criatividade, ponha todas as camadas do seu cérebro para trabalhar e comece a pensar em algo. Como escrevo sobre ficção científica, vi seriados sobre o assunto, como Doctor Who, embora esse seriado tivesse me dado a inspiração para escrever sobre isso. Vi até mesmo Alienígenas do Passado e isso me deu diversas ideias.

bloco-anotacaoPara o impedimento criativo na hora da escrita, esse é o meu concelho: pesquise sobre o que escreve. Alguma hora você vai ter uma incrível ideia ao refletir sobre o que leu ou viu. Outra coisa que me parece ser interessante e que me deu a ideia para um livro de fantasia é prestar muita atenção nos pontos de vista de certa história, acompanhar os motivos do vilão e do mocinho, assim você não se mete em encrenca quando já está no final da história e nenhum dos dois tem um motivo decente para fazer o que fazem. Você pode até tentar, mas isso vai ser muito maluco e arriscado, acredite em mim, eu fiz isso, e embora eu ache agora que foi uma ideia incrível escrever aquilo, alguém vai achar que é desorganizado.

By the way, talvez ainda nessas férias eu poste o novo 1º capítulo do primeiro livro, que agora estando registrado, posso até mesmo dizer o título. Dá uma olhada no blog daqui a uns dias pra saber se vou ou não postar.


Lucas Zanella

No blog posto geralmente textos de opinião assim como também histórias curtas. Aqui você encontrará fantasia, terror e ficção científica. Talvez até mesmo algum drama ocasional.

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