Roberto Gómez Bolaños soube fazer comédia

Não é de hoje que as gerações vêm se divertindo com Chaves e Chapolin. E alguns minutos atrás vi a notícia de que o criador desses dois seriados veio a falecer no dia de hoje. O tuíte que fiz sobre isso começou com “Pô, Bolaños morreu?” e a barra ficou piscando por um bom tempo, pois eu não sabia o que falar sobre isso.

Chaves foi, basicamente, o seriado que me fez perceber que o bom humor pode fazer tudo. Todos rimos com as palhaçadas e choramos quando o menino órfão foi chamado de “ladrão” por todos da vila. O humor que vemos hoje em dia é bem diferente do que víamos antigamente, isso é sem dúvidas. A parte que devemos levar dessa informação é que, mesmo tendo um humor simples e livre de palavrões e xingamentos, Chaves ainda é um sucesso, além de ser um programa que meus futuros filhos com certeza assistirão.

Quando se é criança, você é frágil e é influenciado por tudo ao seu redor. Com Chaves, percebemos que todos têm a habilidade de fazer o bem, mesmo que não se espere isso de uma pessoa – até mesmo um ladrão pode devolver seus objetos roubados e comprar um sanduíche de presunto para o garoto pobre da vila. Com Chapolin, aprendemos que você não precisa de uma super inteligência ou super poderes para salvar pessoas, você só precisa de uma boa intenção. Não é preciso nem mesmo lutar, o poder da palavra já pode ser o suficiente.

Aquele que vive arranjando desculpas para não trabalhar é um amado e aquela que sempre tem dinheiro muitas vezes se torna a odiada por suas ações, e isso nos mostra o quanto há injustiça no mundo, e sobre o quanto podemos fazer para acabar com ela. Chaves pode te dar diversas lições de moral, mas cabe a você decifrá-las e botá-las em suas vidas. E, com seu humor limpo, eles conseguem te fazer rir, o que influencia no seu humor. Sabemos que o bullying não é algo legal porque sempre que um garoto da vila batia no outro, um acabava chorando. Chaves é algo eterno, e prova disso são os quatorze meses de aluguel que nunca mudam. Agora só resta torcer para que o nosso Chaves tenha tido tempo de ir ver o filme do Pelé, já que tanto queria. Apenas lembremos que, antes morrer do que perder a vida. E Bolaños certamente ganhou a vida, após tudo o que fez para o mundo.

E é com essa postagem que declaro, oficialmente, que a primeira vez que chorei no ano foi com a morte de Roberto Gómez Bolaños.

 

Mas e aí, o senhor quer o suco que é de limão, o que parece de limão, ou o que tem sabor de limão?

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P.S.: E vale lembrar que o último tuíte do Bolaños foi para o Brasil: https://twitter.com/ChespiritoRGB/status/537691871896948738.


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Lucas Zanella

No blog posto geralmente textos de opinião assim como também histórias curtas. Aqui você encontrará fantasia, terror e ficção científica. Talvez até mesmo algum drama ocasional.

3 Comments

  1. Valeu Lucas! Grande crônica. Fico feliz em saber que você se dá bem com as letras. Abraço.

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